Lutas e Vivência LGBTQIA+ na atualidade
A formação abordará a história do movimento LGBTQIA+ no Brasil, os desafios atuais diante da extrema direita, comunicação política, enfrentamento ao discurso de ódio e o papel da Secretaria Nacional sobre a pauta LGBTQIA+ na construção de políticas públicas.

Em nossos dias percebe-se a ausência de rumo, descolamento da realidade, o que gerou uma lacuna entre a direção partidária e os anseios e esperanças do povo. Sem perspectiva de autonomia e livre manifestação que foram a marca da diferença do PT em relação aos outros partidos caímos na vala comum que permitiu a consolidação do antipetismo.
Nosso pior inimigo foi uma construção de narrativa na qual passamos a ser os violões e algozes do povo que se beneficiou de nossos projetos e ações desenvolvidos e implementados na gestão do governo federal.
O que fazer então diante de tamanha rejeição?
Iniciar o combate sem tréguas à narrativa construída pelos adversários é o primeiro passo. Para realizar esse combate será necessário formar e capacitar nossos militantes, em especial, os LGBT para que possam, em seus territórios, realizar uma disputa qualificada e com argumentos sólidos.
Segundo apresentar para a sociedade a verdadeira face do autoritarismo que se traveste de liberal, mas é puramente fascista e hegemônico.
Terceiro ponto estabelecer diálogo com conselhos, fóruns, com participação expressiva de OSC, ONG, redes, coletivos que representam os diferentes segmentos sociais.
Por último será preciso não sucumbir à ideia de que a burocracia constrói o partido. A coragem de nosso partido será testada, pois seu fortalecimento está vinculado diretamente a horizontalidade como expressão da vontade popular.
O PT sempre foi porta voz da uma parcela da sociedade silenciada por explorações e preconceitos seculares. Os anônimos e invisíveis que acreditaram e apostaram nessa forma organizativa da coletividade para mudar a realidade.
Estabelecer formas criativas de enfrentamento às redes sociais que propagam e disseminam “fake News” exige capacidade de articulação e conhecimento dos mecanismos presentes nas redes sociais e sua aplicabilidade.
Essa realidade somente será alterada se sairmos da defensiva e iniciarmos o processo de debate nacional e regional a partir de nossas propostas concretas que diminuíram as desigualdades sociais.
Nessa disputa por legitimidade alguns problemas podem ser compreendidos pela ascensão do que Castells (2016) denominou de sociedade em rede, que permitiu acesso de diferentes interlocutores sem censura diante de pensamentos e posições contrárias ao estabelecido como oficial. Pode-se dizer que houve uma flexibilização da realidade, muitas vozes, muitas ideias, muitas representações. A realidade tornou-se fluida e mutável.
Essa mudança paradigmática somente foi possível graças à revolução da tecnologia de informação que, segundo o autor, se assentou numa junção de elementos únicos que contou com uma robusta cooperação científica, estratégia militar, iniciativa tecnológica e inovação contra cultural.
Mas realizar essa mudança somente será possível se reconhecermos que vivemos numa sociedade fluida em que as fronteiras não existem mais e que existem construções de incontáveis realidades simultaneamente.
MÓDULO I – o Movimento LGBTQIA+ no Brasil
EMENTA: Fornecer aos participantes breves noções da história do movimento LGBTQIA+ no Brasil, passando pela evolução da sigla, as conquistas de direitos e a fragilidade das conquistas de direitos apenas no STF. Fornecer também dados básicos acerca da comunidade LGBTQIA+.
Horário: 19h30 às 22h00.
Expositor(es):
Aula 1: A História do Movimento LGBTQIA+ no Brasil.
Aula 2: A população LGBTQI+ brasileira: demografia e desafios.Expositores:
Symmy Larrat.
Marcelo Nascimento
Mediação: Vinicius Lara
24 DE FEVEREIRO
MÓDULO II – A nova onda da extrema direita: o identitarismo o que é e como combater essa falácia
EMENTA: a extrema direita fez das pautas de “costumes” a sua forma de rivalizar a esquerda, transformando as pessoas LGBTQIA+ em inimigos , seus corpos e suas lutas, sendo elas as maiores vítimas do avanço do fascismo no Brasil. Surge o termo “identitarismo”, que coloca discussões sobre os direitos das pessoas LGBTQIA+ numa subcategoria frente às demais pautas da esquerda, invisibilizando essas pautas também dentro do ambiente progressista.
Horário: 19h30 às 22h00.
Expositores:
Aula 1: Renan Honório Quinalha
Aula 2: Luh Vieiramediação: José Penna Fort
DATA SUGERIDA: 4 DE MARÇO
MÓDULO III – O papel da secretaria nacional LGBT e sua interlocução com os movimentos sociais e com o governo federal
EMENTA: Compreender os limites, os processos constitutivos e de organização da secretaria nacional dentro do partido e suas relações com movimentos sociais, sindicatos, entidades de classe, conselhos, ativistas e sociedade em geral, além do executivo e legislativo para contribuir com os processos de fortalecimento das políticas públicas em âmbito federal, estadual e municipal.
Data: (a sugestão é que esse módulo tenha 2 aulas específicas do tema)
Horário: 19h30 às 22h00.
Expositores:
Aula 1: Janaina – Sec LGBT
Aula 2: Bel Sá.
mediação: Hiago Mendes
DATA SUGERIDA: 11 DE MARÇO
MÓDULO IV – O enfrentamento às narrativas e ao discurso de ódio da extrema direita
EMENTA: Fornecer ao participante noções de como a extrema direita manipula o discurso para utilizar a pauta LGBTQIA+ como disputa política para as bases e como reagir a esse discurso sem fugir dos compromissos com a população LGBTQIA+, afirmando a linha progressista do Partido dos Trabalhadores. Fornecer a linha de comunicação sobre assuntos como “guerra híbrida”, “ideologia de gênero”, “linguagem neutra” etc.
Data: (a sugestão é que esse módulo tenha 2 aulas específicas do tema)
Horário: 19h30 às 22h00.
Expositores:
Aula 1: Anderson Pirota – CUT SP
Aula 2: Walmir Siqueira
mediador: Roselaine Dias
DATAS SUGERIDAS: 18 DE MARÇO

Capacitação de Conselheiros Titulares e Suplentes do Conselho Participativo Municipal (CPM)





