Emergência Climática e Trabalho
A crise climática é a urgência técnica mais crítica da nossa era, mas a resposta política brasileira ainda patina entre alianças complexas e a mera contenção de danos. Este curso mergulha no cenário atual para entender por que, apesar dos alertas do IPCC, o Brasil ainda foca mais em barrar retrocessos do que em avançar em uma agenda progressista real.

A crise climática se impõe a todos, no Brasil e no mundo. A perspectiva nefasta apontada com grande confiança estatística pelos principais órgãos científicos e acadêmicos do mundo, como o Painel Intergovernamental pelas Mudanças Climáticas da ONU, sobrepõe – em caráter técnico – a urgência do tema à outras agendas, seja no nível local, regional ou global. No entanto, o processo político da convivência em sociedade humana, por mais que tenha aumentado seu nível de engajamento diante dos desafios, ainda está aquém do necessário – especialmente em nosso país.
Devido à conjuntura histórica que a atual legislatura e governo federal se encontram, a força menos perceptível hoje é a de uma visão progressista para o enfrentamento climático – devido as alianças necessárias para conquistar o governo. Embora alguns atores construam significativos trabalhos na agenda, o principal aspecto dos integrantes nas duas casas legislativas – e do próprio governo federal – é o de barrar as atrocidades ambientais.
O curso está construído em 07 módulos, com um total de 17 aulas – entre gravadas e ao vivo, em 20 horas totais. As aulas abrangem da perspectiva técnica das mudanças climáticas, aos acordos internacionais, a atuação internacional na área pós-ratificação do Acordo de Paris, os instrumentos de financiamento verde do mundo, as principais leis ambientais e de mudanças climáticas do Brasil, o sistema de participação social na defesa do meio ambiente, e finalmente os programas de desenvolvimento econômicos para a Transição Justa no Brasil.




